Ala Ursa 2008
No dia 02 de fevereiro de 2008, sábado que antecede
o carnaval, aconteceu no Bairro São José o dia da “Ala Ursa”. É o terceiro
ano consecutivo do evento que é uma realização dos moradores do bairro
com o apoio do Ponto de Cultura Para´iwa Multivisual.net que fica no bairro
São José. Segundo Paulo Batista Alves, 21 anos, morador, e um dos organizadores
do evento, desfilaram 15 grupos de Ala ursa, alguns com mais de um urso.
Apesar da estrutura menor do que o ano passado, devido às dificuldades financeiras para organização, esse ano foi o ano que, segundo ele, teve a maior participação de ursos do bairro e de outros bairros. “O pessoal brincou, foi até o fim do percurso, apesar de não ter camisa... Antes o pessoal ia para casa com a camisa e não ficava, agora as camisas não importaram tanto”. Salienta Paulo. O dia da Ala Ursa no São José já faz parte do calendário de festividades do bairro, segundo os moradores durante todo o ano a mídia explora assuntos ligados à criminalidade no bairro, o desfile da Ala ursa é um momento em que a alegria e a descontração do início do carnaval busca a atenção da cidade para desconstruir estereótipos, e possibilitar uma mudança de olhar sobre um bairro, que também brinca o carnaval tradição de João Pessoa, e pelo jeito pretende manter essa tradição.
Muitas são as dificuldades para colocar uma ala ursa na rua, principalmente pela falta de apoio financeiro. O Ponto de Cultura Para´iwa destinou uma quantia para a premiação dos ursos, tentando beneficiar a maioria e evitar a concorrência entre os grupos, criando um clima de respeito e admiração e ao mesmo tempo garantindo a diversidade dos grupos. Porém, quando se fala em organização de eventos, muitos outros fatores estão inseridos. convocar os grupos, fazer divulgação, carro de som, faixas, cartazes, alimentação dos grupos, camisetas, etc. Contudo, mesmo diante das dificuldades, a vontade da comunidade para que a brincadeira aconteça muitas vezes supera as barreiras em nome da realização da festa. E foi assim no Bairro São José... A concentração das Ala Ursas começou às 14h da tarde do sábado e para dar mais energia para a festa nada melhor que um lanche reforçado. Depois do lanche na laje, os grupos se dirigiram para montar o bloco na rua. Ás 15h 30 a Orquestra de frevo da Funjope inicia a festa, abrindo caminho para o desfile das 13 Ala Ursas do bairro São José e 2 grupos convidados. Foi montada uma ala só de crianças com bonecos fantoches na mão, o carro de som foi substituído por um número maior de voluntários esse ano, que se dividiram por alas para controlar o percurso dos grupos, e o desfile acabou às 18h da noite na Associação, quando os organizadores se reuniram e divulgaram as Ala Ursas que receberam a premiação, sendo 6 premiações de R$ 30,00 para os grupos de crianças e 3 de R$ 50,00 para as Ala ursas adultas. É admirável iniciativas de grupos que com poucos recursos, organização comunitária e força de vontade conseguem mostrar que é possível realizar brincadeiras, eventos e manifestações que democratizam a identidade do bairro e garantem a sua continuidade, como Paulo mesmo diz: “ Se a gente não tivesse feito com o que tinha, talvez não acontecesse mais” Ao mesmo tempo nos deixa um espaço para cobrar dos governantes um estado que se comprometa com os reais anseios da população, que não seja pão e circo, mas que garanta as necessidades básicas dos seres humanos, porque, afinal como diz Sérgio Britto dos Titãs: “A gente não quer só comida, agente quer bebida diversão e arte, A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte...”.
Bárbara Duarte – Assessoria de Imprensa Para´iwa.
Apesar da estrutura menor do que o ano passado, devido às dificuldades financeiras para organização, esse ano foi o ano que, segundo ele, teve a maior participação de ursos do bairro e de outros bairros. “O pessoal brincou, foi até o fim do percurso, apesar de não ter camisa... Antes o pessoal ia para casa com a camisa e não ficava, agora as camisas não importaram tanto”. Salienta Paulo. O dia da Ala Ursa no São José já faz parte do calendário de festividades do bairro, segundo os moradores durante todo o ano a mídia explora assuntos ligados à criminalidade no bairro, o desfile da Ala ursa é um momento em que a alegria e a descontração do início do carnaval busca a atenção da cidade para desconstruir estereótipos, e possibilitar uma mudança de olhar sobre um bairro, que também brinca o carnaval tradição de João Pessoa, e pelo jeito pretende manter essa tradição.
Muitas são as dificuldades para colocar uma ala ursa na rua, principalmente pela falta de apoio financeiro. O Ponto de Cultura Para´iwa destinou uma quantia para a premiação dos ursos, tentando beneficiar a maioria e evitar a concorrência entre os grupos, criando um clima de respeito e admiração e ao mesmo tempo garantindo a diversidade dos grupos. Porém, quando se fala em organização de eventos, muitos outros fatores estão inseridos. convocar os grupos, fazer divulgação, carro de som, faixas, cartazes, alimentação dos grupos, camisetas, etc. Contudo, mesmo diante das dificuldades, a vontade da comunidade para que a brincadeira aconteça muitas vezes supera as barreiras em nome da realização da festa. E foi assim no Bairro São José... A concentração das Ala Ursas começou às 14h da tarde do sábado e para dar mais energia para a festa nada melhor que um lanche reforçado. Depois do lanche na laje, os grupos se dirigiram para montar o bloco na rua. Ás 15h 30 a Orquestra de frevo da Funjope inicia a festa, abrindo caminho para o desfile das 13 Ala Ursas do bairro São José e 2 grupos convidados. Foi montada uma ala só de crianças com bonecos fantoches na mão, o carro de som foi substituído por um número maior de voluntários esse ano, que se dividiram por alas para controlar o percurso dos grupos, e o desfile acabou às 18h da noite na Associação, quando os organizadores se reuniram e divulgaram as Ala Ursas que receberam a premiação, sendo 6 premiações de R$ 30,00 para os grupos de crianças e 3 de R$ 50,00 para as Ala ursas adultas. É admirável iniciativas de grupos que com poucos recursos, organização comunitária e força de vontade conseguem mostrar que é possível realizar brincadeiras, eventos e manifestações que democratizam a identidade do bairro e garantem a sua continuidade, como Paulo mesmo diz: “ Se a gente não tivesse feito com o que tinha, talvez não acontecesse mais” Ao mesmo tempo nos deixa um espaço para cobrar dos governantes um estado que se comprometa com os reais anseios da população, que não seja pão e circo, mas que garanta as necessidades básicas dos seres humanos, porque, afinal como diz Sérgio Britto dos Titãs: “A gente não quer só comida, agente quer bebida diversão e arte, A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte...”.
Bárbara Duarte – Assessoria de Imprensa Para´iwa.
Profissionais envolvidos
Técnicos do Para´iwa que atuam no Ponto de Cultura Para’iwa MULTIVISUAL.NET, produtores culturais locais, agentes cultura viva, arte-educadores, pesquisador na área de antropologia, representante da Prefeitura Municipal (Secretaria de Educação e Cultura).